Roselena Salgueiro Ruivo
Belém / PA

 

 

Insanidade

 

Deixo que a gratidão
Permeie meu caminho
Trago flores de dentro
Da minha sensibilidade
De poeta
Jorro pétalas de carinho
Pra enfeitar meu ninho
Pra quando alguém chegar
De mansinho
Bem de mansinho...
E num último delírio de insanidade
Abro a garrafa de vinho
Não quero normalidades
Formalidades
Quero continuar sonhando
Não quero invasão de retas
Nas minhas entrelinhas...

 

 

 

 
 
Poema publicado no livro "Anuário da Nova Poesia Brasileira"- Edição Especial - Maio de 2017